sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Oficina literária aborda o tema poesia





"Deus, quando nós nascemos, nos dá uma caneta na mão e diz: Escreve a tua história, faz a tua poesia", foi com essa frase que o Prof. Carlos Eugênio da Silva começou a sua oficina de iniciação literária, agora pouco, na 40ª Feira do Livro de Pelotas.

Carlos iniciou falando do que se trata a poesia, ou seja, como fazer algo literário. Em seguida, explicou para o público o que era verso, estrofe e rima. E como cada linha do poema, e o conjunto dos versos juntamente com a combinação de sons formavam a poesia. O professor também trouxe grandes nomes como Lobo da Costa, Antônio Frederico de Castro Alves e Mario Quintana, como exemplo e incentivo para a garotada.

Depois de todo o aprendizado, Carlos colocou em prática seus ensinamentos e junto do público trabalhou na criação de um poema através de um tema pré determinado. Felicidade foi o tema escolhido por ser algo que todos poderiam falar. Através dele foram elaboradas, com a ajuda das pessoas, pequenas frases com três à quatro palavras, que foram montando cada estrofe e se ajustando as rimas.

Carlos terminou a oficina incentivando os mais novos poetas. "É fácil fazer poesia, a gente pode fazer, é só expressar sentimento e botar pra fora, escrever" disse o professor.

Texto: Pâmela Morales

Para ler antes de ler



Todos os dias, às 18h, a feira promove a tenda de autógrafos. Os leitores vão para, além de prestigiar, receber algumas palavras do autor, escritas nos seus próprios livros. As dedicatórias são uma forma de deixar cada exemplar único e especial, ainda que a história seja a mesma.

“Olho no rosto da pessoa e vejo o que vou escrever”, diz Isabel Torino, autora de Um leque mandarim do Museu da Baronesa. É a pessoa que vai receber a mensagem que conta, para o escritor Vilson Farias (Casos Emblemáticos da Atuação com Delegado de Polícia e Promotor de Justiça). “Procuro pessoalizar a dedicatória, se é amigo pessoal vou agradecer pelos anos de convivência, os do trabalho eu agradeço pela força”, explica.


O autor de Náufrago de um Mar Doce, Nauro Júnior, disse que “é sempre diferente, talvez porque seja o segundo livro, mas cada pessoa é diferente”. Nauro, que também escreveu A Noite que Não Acabou, acredita que mesmo que as tendas de autógrafos virem um costume, as dedicatórias não se tornarão algo mecânico. Prova disso é o leitor e amigo Paulo Isaias, que foi dar um abraço no escritor e receber sua mensagem. Ele carregava também uma sacola com um exemplar de 50 Tons de Cinza. “Personaliza. Eu vou ler os dois livros, mas ter a dedicatória no do Nauro dá outro significado, muito mais legal”.


Títulos, autores e histórias se repetem, mas os exemplares que passam pela tenda de autógrafos da Feira do Livro ganham uma nova forma de leitura depois que cada um tem a sua própria assinatura.

Texto: Luiza Katrein 

Programação para esta sexta




14h - Atividades Diversas - Secretaria Municipal de Educação e Desporto - Premiação das Olimpíadas da Língua Portuguesa  -  Lançamento do Livro : " Saberes e Práticas Pedagógicas" (Tenda da Prefeitura)
14h – 15h - Apresentações Escolares - E.E.E.F.Dr. Armando Fagundes – Teatro (Tenda Cultural)
16h - Apresentações Escolares - E.E.E.F.Dr. Armando Fagundes – Danças Urbanas (Tenda Cultural)
17h - Atividades Diversas - Prof.Carlos Eugênio C. Da Silva - Semeando Poesia - Oficina Básica de Iniciação Literária (Tenda Cultural)

18h – Sessões de Autógrafos
Cristina Medina da Fonseca Martins - Minha Vida em Poemas
Simone Portella Teixeira de Mello - Gestão Pública Contemporânea: temas para o debate
Josias Pereira e  Giovana Janhke - Produção de Vídeo nas Escolas: Educar pelo prazer
Lorena Almeida Gill, Beatriz Ana Loner  e  Mário Osório Magalhães (in memorian) - Dicionário de História de Pelotas
João Henrique Bordin - Educação, Disciplina e Liberdade
Maria Thereza Rosa Ribeiro - Controvérsias da questão social: liberalismo e positivismo na causa abolicionista no Brasil

19h30 – Show Musical – Hugo Miori (Palco Café Cultural)




20h – Literatura no Palco - Mário Magalhães - Entrevistador: Renato Della Vechia - Conversa sobre a Biografia de "Carlos Marighella" (Tenda Cultural)

21h – Show Musical – Choro Literário (Palco Café Cultural)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Jornalistas lançam obras sobre o real e o imaginário


Uma história de ficção fantástica, alicerçada em fatos reais e uma biografia prometem movimentar a sessão de autógrafos no final da tarde desta quinta-feira, na 40ª Feira do Livro de Pelotas. Em comum entre os autores, vida profissional dedicada ao jornalismo, o gaúcho Nauro Júnior lança Náufrago de um mar doce, e o carioca Mário Magalhães, Marighella - O guerrilheiro que incendiou o mundo. O encontro com os autores é a partir das 18h, na praça Coronel Pedro Osório.

Em Náufrago de um mar doce o fotojornalista Nauro Júnior se inspira na história que um vizinho seu, o pescador Nico, contava sobre a vez que caiu do barco no meio da Lagoa dos Patos. Foi do sogro, Carlos Mazza, que a ouviu pela primeira vez e, desde então, o fotógrafo imaginou situação crítica quadro a quadro. “Mas cada vez que ele (o sogro) contava, a história ficava um pouco diferente”, lembra o autor.

História
O “causo” saiu do imaginário das histórias de Nauro Júnior para entrar no rol das histórias reais, quando descobriu que o personagem principal, praticamente o único, era seu vizinho, morador da Vila da Palha, no Areal fundos. Entre conversas com o pescador, o fotógrafo foi construindo a sua versão dos fatos, pensando, é claro, em um livro.

O fotógrafo Nauro Júnior (Foto Paulo Rossi) 
Neste domingo, lembra o autor, completam-se dois anos da morte do pescador. Depois do desaparecimento da figura principal do relato, entrou em cena o jornalista que buscou mais informações por meio de entrevistas. Mas apesar de ter essa base no real, o imaginário e a fantasia falam mais alto na obra, que leva até um tubarão para a lagoa.

E não é só isso. Enquanto conta a história de um homem tentando sobreviver ao infortúnio, Nauro Júnior confessa que mistura à trama lembranças e traumas próprios. “Eram problemas que só seriam resolvidos com psicanálise. O Nico me salvou de um divã.” Em seis capítulos, o autor dá uma vida complexa a esse personagem, alcoólatra e brigão.

Serviço
O quê: lançamento com sessão de autógrafos dos livros Náufrago de um mar doce, de Nauro Júnior, Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães
Quando: nesta quinta-feira (8/11/2012), às 18h
Onde: na 40ª Feira do Livro de Pelotas, na praça Coronel Pedro Osório
Onde encontrar: Náufrago de um mar doce está nas livrarias Mundial e Vanguarda, na Feira a R$ 26,50, e Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo, na livraria Vanguarda, a R$ 48,10, na Feira

Por: Ana Cláudia Dias
Fonte: http://www.diariopopular.com.br/site/content/zoom/detalhe.php?noticia=5531

Programação para esta quinta




Foto Helena Schwonke

14h Atividades Diversas - Secretaria Municipal de Cidadania (Tenda da Prefeitura)
- Conhecendo Pelotas nos seus 200 anos
- Arte na Real
- Eu conto desse jeito

14h - Apresentações Escolares - E.M.E.F.Santa Teresinha - Dança (Tenda Cultural)
15h - Apresentações Escolares - Centro de Referencia Assistencia Social - Projeto Pelezinho - Música (Tenda Cultural)
16h - Apresentações Escolares - Escola Castro Alves - Dança (Tenda Cultural)
16h - Apresentações Escolares - Escola Machado de Assis - Exposição (Tenda dos Autógrafos)
17h - Atividades Diversas - Instituto Federal Sul-Rio-Grandense - IFSUL Simoneando na Feira do Livro (Tenda Cultural)

18h - Sessões de Autógrafos

Mário Magalhães - Marighella - O guerrilheiro que incendiou o mundo
Vilson Farias - Casos Emblemáticos da Atuação como Delegado de Polícia e Promotor de Justiça
José Xavier de Freitas Neto – Postre
Nauro Júnior - Náufrago de um mar doce
Mártin César Tempass – A doce cosmologia Mbyá- Guarani: uma etnografia de saberes e sabores
Isabel Halfen da Costa Torino - Um leque mandarim do Museu da Baronesa, Pelotas, RS: História, simbolismos e circunstâncias de restauro


19h30 - Show Musical - Nuno e Dione - Palco Café Cultural

20h - Literatura no palco - Conversa com jovens escritores - Leon Sanguiné/ Catarina Schein/ Ruan Libardoni/Júlia de Moura
Mediador: Diego Queijo

21h - Show Musical - Stand up - Palco Café Cultural

Segunda Caravana de Escritores lota Tenda Cultural



Texto: Luiza Katrein e Pâmela Morales

Um músico, dois jornalistas. Um entrevista o outro, cada um em uma ponta da mesa. 
A 40ª Feira do Livro de Pelotas recebeu na noite dessa quarta-feira (07),  a segunda Caravana de Escritores, desta vez mediada por Márcio Ezequiel. O músico Thedy Corrêa e os jornalistas Cláudia Laitano e David Coimbra subiram ao palco da Tenda Cultural João Simões Lopes Neto para falar de um assunto que os une de uma forma diferente: o amor pela literatura. 

Entre outros tópicos, eles falaram sobre os livros que mudaram suas vidas e o início de suas trajetórias como escritores. Cláudia contou que sempre gostou de escrever, e depois de ler o livro 'Zen e a Arte de Manutenção de motocicicletas', de Robert Pirsig, desistiu de cursar psicologia e decidiu fazer jornalismo. Para David, esta certeza já existia mais cedo. Ele falou que queria ser escritor mesmo antes de saber ler e escrever. “Minha vida toda é uma luta para escrever melhor”, disse. Já Thedy ainda não se considera um escritor. "Sou um letrista de música que algumas canções que não ganharam melodia, viraram poesia, e também um cara que escreveu uns textos em um blog que acabaram virando crônicas. Então eu sou uma farsa”, brincou.

Sobre a influência da mídia, os convidados falaram sobre o Café TVCOM, programa de televisão que participam, onde se discute livros, literatura e outros. Comentaram sobre a importância dele hoje, em que o espaço para assuntos como esse é cada vez mais escasso. 

Segundo Cláudia, as pessoas vivem em um momento rico de acesso à informação, através de eventos como as feiras do livro, que se multiplicam cada vez mais, levando informação, cultura e literatura para as pessoas.

O vocalista da banda Nenhum de Nós admitiu ser um adepto das redes sociais. Thedy tem 40 mil seguidores no twitter e acredita que essa é uma das melhores formas de manter o contato com o público, contou inclusive que já debateu alguns textos com fãs. Já Coimbra disse que diminuiu suas aparições nos programas de televisão e rádio, porque o que gosta mesmo é de escrever, e essas participações sempre foram secundárias.

Com a Tenda Cultural João Simões Lopes Neto lotada, o bate-papo foi animado e descontraído. 
No final, o clima da conversa poderia muito bem ter se estendido para um bar, acompanhado de uma cerveja bem gelada pra refrescar a noite.  



Para os que saíram de lá pensando em se arriscar no mundo das palavras, as de Cláudia Laitano “o mais importante é escrever o que tu gostas, falando de forma apaixonada”, vão inspirar algumas linhas.

Texto: Luiza Katrein e Pâmela Morales

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Bate-papo de hoje será transmitido ao vivo

O bate-papo com Thedy Corrêa, Cláudia Laitano e David Coimbra será transmitido ao vivo pelo blog!